26/12/2016

{Re.si.li.ên.ci.a}


A resiliência é filha da resistência e mãe da perseverança. É o que se recusa a recuar, e pousa na esperança após a turbulência. É como o pássaro quando aterrissa, o peixe quando reencontra o cardume e a presa quando está a salvo.

É o romper do cordão umbilical, a eclosão do casulo e a troca de pele. É quando a seiva da chuva flui nas rachaduras da terra, e o arco-íris proclama o fim da tormenta.

Resiliência é substantivo, mas poderia ser adjetivo: é a qualidade dos fortes. Está na luz das noites em claro, no gosto de sal da lágrima e na resistência dos glóbulos brancos.

Resiliência é insistência: é quando se desiste de desistir. É o choro de alívio no oblívio da dor, a chaga cicatrizada, o curativo da alma. É saber que em alguma hora a poeira abaixa e tudo acaba.

2 Comentário(s):

Lucas L disse...

Ótimo texto! Parabéns :)

Carlos Valverde disse...

Fico feliz por gostado, amigo. Muito obrigado! =)

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